Primeira Impressão
O que nos torna aquilo que realmente somos? As ações que cometemos? Os amigos que fazemos? Os inimigos que deixamos pelo caminho? Os erros que reincidimos ou o nome estampado numa folha de papel? Talvez seja um pouco de tudo isso, talvez não seja absolutamente nada disso... Mas o que importa as respostas quando se pode questionar? Vamos desbravar, não vagar pelos becos explorados à exaustão; vamos inventar moda, não ditá-la; vamos descosturar mitos, não pregar paradigmas; vamos sentir, não harmonizar; vamos experimentar, não chocar os bons costumes. Deixamos para trás tudo o que aprendemos, da matemática aos verbos conjugados. Chegamos até aqui completamente nus, sem bagagem, histórias e preconceitos; abdicamos até do nome próprio, condição obrigatória para existir. Tornamo-nos anônimos de pai e mãe, e orgulhosos pela falta de pátria: sem nome em tupiniquim machadiano, sans nom em francês esnobe, s/n em dialeto universal. No fim, somos o que somos, e isso nos basta.

Redação