Beijados pelo fogo


Vermelho, rubro, escarlate, carmim, rouge e tantos outros sinônimos denotam o poder da cor que marca pela ousadia e sensualidade. Não há, por exemplo, como passar despercebida a bordo de um vestido vermelho ou num ensaio de beicinho pintado pelos pigmentos quentes da tonalidade. É pedir holofote e se entregar aos risos sedentos de segundas e terceiras intenções. Taí a justificativa para termos escolhido a nuance para ancorar a 16ª edição da sans nom – muito mais pela malícia do que pela vitalidade. Para entender o que só os olhos são capazes de enxergar (e inábeis de traduzir), invadimos o closet sagrado do Papa, retomamos o caminho de Oz, nos lambuzamos com a doce cereja, abrimos caminho pelo Mar Vermelho e ainda roubamos amostras do batom escarnado. O matiz que desperta a fertilidade e ativa a ira, segue imbatível – para não dizer combativo – nas passarelas da moda e nas avenidas das grandes cidades, prova disso está na imagem cedida pela britânica Schön! Magazine. No mais, seja ciano, magenta ou um amarelo sem graça, tudo desvia ligeiramente para ele. Haja vocação para ser tão exclusivo!